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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Personalidades Encolhedoras ou Esquivas: Uma visão terapêutica sistêmica através do Método TACAI







O transtorno da Personalidade Encolhedora foi descrito, no início do século XX, pelos psiquiatras BLEULER e KRETSCHMER. Normalmente, acomete pessoas sensíveis e inteligentes que passam a viver enclausuradas na concha da sua solidão, por medo de serem feridas, julgadas ou rejeitadas.


Os psiquiatras definem essas pessoas e esse comportamento progressivo em direção ao isolamento como “shrinkers” (encolhedores). Observa-se que essa tendência está aparecendo com mais frequência nos dias atuais, provavelmente pela maior exposição e cobranças, em virtude das redes sociais e da rapidez e facilidade de novas informações e compartilhamentos, nunca experimentados antes pelas sociedades, que têm acesso as modernas tecnologias digitais.

A atual definição dessa desarmonia social pela DSM-V é a de personalidade esquiva, definida como uma forma de ansiedade social, na qual a autoestima é baixa e progressivamente vai diminuindo mais fazendo com que a pessoa vá perdendo, por completo, a sua funcionalidade social até preferir o isolamento.

O transtorno de personalidade esquiva é comumente confundido também com o transtorno de personalidade antissocial, no entanto, clinicamente, o termo antissocial significa atitudes agressivas e contrárias à sociedade (sociopatia), não inibições sociais. Ainda, o transtorno de personalidade esquiva não deve ser confundido com o transtorno de personalidade esquizoide. Enquanto os esquizoides apresentam falta de interesse nas relações sociais, os esquivos têm muito interesse, mas sua falta de confiança age como um bloqueio em tais relações. Outra diferença é que os esquizoides são imunes às críticas e a elogios, e esquivos são muito sensíveis às mesmas.


Observa-se nas pessoas esquivas um estado emocional desagradável, onde todos os seus valores, sonhos, identidade e suas necessidades estão em um estado de caos constante.


O desgaste mental é muito grande, levando a sensações de pânico, angústia, com acometimento do físico e emocional. Surgem taquicardia, dores, apatia, intolerância.


Não obstante nestas pessoas a autocrítica elevada ser uma das suas características, a sensação delas é de que, independentemente do que fizerem, sempre vão ser rejeitadas ou criticadas. 

As pessoas acometidas por este mal são tão auto críticas, que veem a si mesmas como incompetentes ou inferiores em qualquer contexto, mesmo ao receberem retornos satisfatórios daqueles que a cercam. É comum que digam a si mesmas coisas como “não fui feito para esse mundo”, “ este não é meu lugar”, “sinto-me fora do meu ninho”. Além disso costumam aparentar grande disforia, combinam a tristeza e apatia com a ansiedade eufórica.


As personalidade esquiva, muitas vezes, sabem perfeitamente o que deveriam fazer para melhorar sua situação, pois em média, são pessoas muito inteligentes, mas o simples fato de terem que enfrentar seus medos, inseguranças e ansiedade preferem se esquivar e fugirem do encarar de frente a situação desarmônica, deixando para o amanhã a solução para este desconforto emocional. Além de evitar o convívio social, elas também evitam pensar sobre o que estão sentido.
 
 “ Melhor não pensar, não fazer e não lidar com as minhas emoções, porquê dessa maneira não tenho que enfrentar isso que me provoca tanto medo e que eu mesmo estou fomentando. ”




A relação terapêutica com a pessoa com o transtorno ansioso esquivo é normalmente longa e infrutífera, se nos moldes tradicionais, e isso acontece por várias razões. 


A primeira é que o pessoa com esse perfil costuma acreditar que o profissional terapeuta não vai conseguir entender o seu mundo interior, acha que vai ser rejeitada pelos seus pensamentos, suas ideias e suas necessidades e muitas vezes desconfia da competência do profissional, por achar-se muito complexo,  mutável e diferente do resto das pessoas. 

O terapeuta, por outro lado, pode passar a procurar razões para aquele comportamento e caminhos que possam ajudar no processo de redução da ansiedade e baixa auto estima, muitas vezes com uso de fármacos, terapias de grupo, exercícios físicos, contato com a natureza ... . Dentre essa estratégias terapêuticas podem surgir os seguintes esquemas:


  •   Reformular os esquemas disfuncionais;
  •  Trabalhar nos seus pensamentos automáticos e nas suas distorções cognitivas;
  •    Explorar a origem do seu comportamento esquivo;
  •     Evocar experiências que causam mal-estar;
  •   Fortalecer hábitos sociais que podem ajudar o paciente no seu dia a dia;
  • Fazer um diagrama do progresso e da melhora dos seus comportamentos esquivos;
  •   Melhorar suas habilidades sociais com terapias de grupo.
E, enquanto isso, como reduzir aquele conflito que queima como brasa viva?  Com fármacos, relaxamentos intermináveis...? Compartilhamentos em grupo que normalmente geram ab-reações e sofrimentos profundos, por se sentir incapaz de encontrar resoluções efetivas à aquela dor da alma?

Nesta abordagem convencional, se exploraria estes conteúdos e estratégias terapêuticas por “longos tempos”. Porém, por quanto tempo? Como mitigar essa espera tão dolorosa, sem correr riscos de intervenções inadequadas e fora de hora?

A proposta do Método TACAI



Quando optamos pela abordagem terapêutica do método TACAI, com a visão sistêmica fenomenológica das Constelações Familiares, reduzimos a possibilidade de intervenção inadequada por parte do terapeuta e colocamos esta atribuição de identificar e harmonizar as “ORDENS DO AMOR” ao campo morfogenético, e ao que irá surgir, fenomenologicamente,  durante o processo da Constelação Familiar, tudo isso apoio com ferramentas simples de alívio das dores físicas e emocionais. 

Este intervenção sistêmica fenomenológica facilita o olhar do próprio “ansioso esquivo” na identificação de onde partiu este congelamento com relação à VIDA, e em que momento ocorreu a quebra com o AMOR PRIMÁRIO. 

Este processo, sem protocolos fechados, nem fórmulas mágicas, tende a reconstruir e ressignificar estas ordens sistêmicas, conhecidas como “Ordens do Relacionamento Humano”, muitas vezes em curtíssimo espaço de tempo, trazendo um alívio significativo a quem estava em profundo desespero. 

A Terapia de Reprogramação de Traumas e Fobias ( TRT) pode ser outra grande aliada na remoção da bioquímica da angústia, de lembranças traumáticas... Tudo sem se correr riscos de iatrogenias medicamentosas.

Para entender melhor como funcionam a TRT e a constelação familiar só se vivenciando em si próprio ou em um paciente, de quem se tem profundo conhecimentos dos processos, pois nem os vídeos sobre estas terapias são suficientes para esta compreensão.

No Método TACAI não existe uma regra, de avaliação diagnóstica ou um protocolo terapêutico, ao invés disso deixamos fluir, fenomenologicamente, qual das ordens do relacionamento humano foram comprometidas e deixamos que a própria “ Alma aflita” busque seu equilíbrio.



Nesta abordagem do Método TACAI, além da terapia sistêmica fenomenológica da Constelação Familiar, são utilizadas outras ferramentas terapêuticas, de forma concomitante. Ferramentas estas como a Medicina Tradicional Chinesa, a Alquimia Espargíria, a Terapia de Reprogramação de Traumas e Fobias, atuando no papel que normalmente são dos fármacos psiquiátricos, porém sem nenhuma possibilidade de iatrogenias, efeitos colaterais e de forma absolutamente segura e eficaz.

Para maiores informações sobre as ordens sistêmicas sugerimos  o texto: 



Para ter uma ideia sobre como funciona a TRT sugerimos os vídeos:




O que é o Método TACAI: