Friday, January 27, 2017

O Caminho do meio leva à plenitude do Amor


Quando se classifica um sentimento de paixão, não se limita a apenas a paixão pelo parceiro, parceira, mas também pela profissão, amigos, família, pela vida , e ai esta paixão, gradativamente, se bem tratada, cultivada, valorizada, se transformar em Amor , uma oitava de frequência, acima da paixão.

Nas crises, esta paixão pode ser abafada ou abalada  pela frustração, decepção levando a um estado de apatia, inércia física e emocional. Se não conseguimos superar e ressignificar esta situação , então este sentimento, que não foi vivenciado em sua plenitude, pode simplesmente ser extinto, esquecido ou até se tornar uma desarmonia física ou emocional.

De forma geral,  as experiências de paixão e desejo, se iniciam pela atração, movida pelos chacras da base e pelo sistema límbico, puro instinto. Porém, esta frequência de luz de cores fortes como o vermelho e laranja, em forma de sentimentos e desejos, pode elevar-se subindo para as frequências mais sutis, os chakras superiores, transmutando-se em Amor integral e é gravado, pela eternidade, na frequência equivalente à luz branca, na nossa aura. A luz branca equivale à frequência do somatório de todos os espectros da luz solar, no nosso campo bioenergético, todas as faixas vibratórias, desde os instintos básicos da sobrevivência e procriação, até a mais sublime frequência da consciência humana, representado pelo espectro de luz lilás.




para mais esclarecimentos sobre este campo bioelétrico magnético:




Quando tratamos de plenitude na relação com o/a parceiro (a) sexual é fundamental a paixão, no início da receita do bolo do Amor. A tentação do desejo faz parte da experiência humana à qual estamos submetidos, para em um segundo momento, transcender a paixão em Amor. A alma, expressão do corpo unido ao espírito, busca relacionamentos físicos sensuais e se torna apático e ate destrutivo, se não houver paixão envolvida.

A grande questão é saber dosar, por isso é importante desmistificar os excessos e tabus que impedem a naturalidade da vida. As religiões propõe-se a ensinar o caminho espiritual, muitas vezes tolhendo este instinto, mas é a vida que nos ensina, na prática, a experimentar o caminho da espiritualidade de forma apaixonada e sensual, como primeiros degraus do Amor.

O desejo é o impulso primário das relações interpessoais e o apego é o laço energético construído por cada vínculo. Não há como abster-se dessas sensações e necessidades, a abstenção dessas experiências pode levar à depressão e até à doenças graves. O caminho natural das coisas é transcender às paixões e desejos, conhecendo assim o verdadeiro Amor, mas isto leva algum tempo.

As relações conjugais servem ao crescimento pessoal e posteriormente à consciência de pertencimento a um Todo. A necessidade de estar com alguém pode até se acabar quando  encontramos, a nossa parte que se perdeu no inconsciente, as vezes precisamos de toda uma vida para este reencontro com nós mesmos. Isto é natural. Neste estado de espírito de solitude, devemos escolher a nós mesmos, para nos sentir unidos com o Todo e ai poder viver o verdadeiro Amor, mas com já mencionei isto pode levar um tempo... . Paciência e persistência.

Muitas vezes não é o Amor que mantém um casal junto, em convivência diária e sim a dependência emocional, a necessidade de alguém para compartilhar, dormir sob o mesmo teto, constituir uma família, vivenciar experiências similares, resgatar culpas, experienciar o diferente, seja em momento de paz ou de conflito.

Não existe nada de errado em nos apegarmos em uma relação dessa natureza instrutiva, quando nos permitimos também, conhecemos as fronteiras da paixão. O sofrimento é parte do processo, assim como o prazer de se sentir vivo e apaixonado(a)!

Um antigo conhecimento xamânico nos alerta para não nos esquecermos de alimentar o animal interior que trazemos, porque, se não assim o fizermos, este animal poderá se tornar uma fera indomável e escapará de nosso domínio.

É interessante que aprendamos a vivenciar a paixão dosando sua relação, para não estragar o sabor. Tanto o excesso quanto a deficiência, dessa força telúrica, pode  produzir no fluxo energético dos chacras desequilíbrios e enfermidades psicológicas e físicas.

Nós somos como um centauro, que da cintura para baixo tem um corpo de animal, susceptível as energia mais densas, a paixões e desejos,  e da cintura para cima é um ser hominal / Divino, querendo a conexão com o conhecimento da criação e da evolução.




O caminho do meio leva à plenitude do Amor, que deve ser a LUZ DE NOSSAS VIDAS.



Leonardo de Paiva

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