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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O Caminho do meio leva à plenitude do Amor: Encontros e Reencontros

 por Leonardo de Paiva


Antes da leitura assista um pouco dessa imagem curadora:








Quando se ama por igual as duas partes que nos integram, se está no máximo de força e realização. Daí é possível uma relação prazerosa, libertadora e harmônica.

Poeticamente podemos até dizer,  somos espelhos que refletem um o amor do outro, se realimentado a cada olhar.

Nesta relação de amor, desejo, respeito deve haver uma troca em que ambos igualmente deem e tomem, pois cada um tem o que falta no outro, e a cada um falta o que o outro tem. É preciso para o êxito da relação, que ambos desejem e ambos concedam, com respeito e amor, o que o outro necessita e deseja."O verdadeiro amor liberta. Deixa ir e continua a querer bem se é para o bem do amado(a)".  

Deixar ir pode ser uma grande demonstração de amor, quando se percebe que o parceiro ou a parceira precisa viver uma experiência, uma necessidade conjuntural e até uma paixão. Nesta atitude, a dor que maltrata a Alma é só a dor do Ego, que ainda não sabe bem o que é se amar na integralidade e tem uma visão míope do Verdadeiro Amor Integral, a Luz de Nossas Vidas.


Ao se classificar um sentimento de paixão, não se limita apenas à paixão por um homem ou mulher, mas também pela vida, à profissão, amigos, família e ai esta paixão, gradativamente, se bem tratada, cultivada, valorizada, transformar-se em Amor , uma oitava de frequência, acima da paixão.

Nas crises esta paixão pode ser abafada ou abalada  pela frustração, ego,  fantasias não realizadas, decepções levando a um estado reativo destrutivo, ou de apatia, inércia física e emocional. Se não conseguimos superar e ressignificar esta situação , então este sentimento, que não foi vivenciado em sua plenitude, pode simplesmente ser extinto, esquecido ou até se tornar uma desarmonia física ou emocional.

De forma geral,  as experiências de paixão e desejo entre criaturas humanas, se iniciam pela atração, movida pelos mesmos interesses comuns, e é ativado pelos chacras da base e sistema límbico,unindo  instinto e Alma. Estes desejos primários iniciais podem transmutarem-se, subindo para as frequências mais sutis, induzidas pelos chakras superiores, transformando-se em Amor Integral  que é gravado, pela eternidade, na frequência equivalente à "luz branca", na nossa aura , nosso disco rígido de memórias.

A" luz branca", armazenada na aura, equivale à  frequência do somatório de todos os espectros da luz solar, no nosso campo bioenergético, todas as faixas vibratórias, desde os instintos básicos da sobrevivência e procriação, referentes as frequências de luz vermelha e laranja, até a mais sublime frequência da consciência humana, representado pelo espectro de luz lilás da aura.




Para mais esclarecimentos sobre este campo bioelétrico magnético - AURA, acesse:




Quando tratamos de plenitude na relação com o/a parceiro (a) é fundamental a paixão, no início da receita do bolo do Amor. A tentação do desejo faz parte da experiência humana à qual estamos submetidos, para em um segundo momento, transcender à pura paixão em Amor.

A alma, expressão do corpo unido ao espírito, busca neste plano terreno relacionamentos físicos sensuais, empáticos e se torna ate destrutivo, se não houver paixão envolvida. A grande questão é saber dosar, por este motivo é importante desmistificar os excessos e tabus de abstinência, que impedem a naturalidade da vida prazerosa e sadia.

As religiões  que propõe-se a ensinar o caminho espiritual, muitas vezes tolhem este instinto, mas é a vida que nos ensina, na prática, a experimentar o caminho da espiritualidade de forma apaixonada e sensual, como os primeiros degraus do Amor Integral.


O vínculo entre os parceiros exige que o homem deseje a mulher como mulher ( não como mãe / irmã,  amiga)  e que a mulher deseje o homem como homem (não como pai, irmão ou amigo). E para avaliar esta situação podemos nos perguntar : - com quem estou indo para cama?; - sinto-me motivada(o) ao amor sensual, prazeroso? - Gosto do cheiro do(a) parceira(o)? - ao concluir o coito sexual sinto-me motivada(o) a continuar acolhida(o) aos braços da(o) parceira(o)?. Esta são perguntas esclarecedoras para refletirmos se estamos vivendo um Amor Integral.

Segundo Bert Hellinger, o sistematizador das Constelações Sistêmicas, o primeiro vínculo integral com um (a) parceiro(a) é o mais forte e sempre deverá ter seu lugar de respeito na história pessoal, os outros demais vínculos, terão menos força e tendem a se romper caso os vínculos aos parceiros anteriores não sejam adequadamente respeitados. Atentemos que vinculo integral , nem sempre é vínculo primal. Todavia o respeito às experiências dos vínculos anteriores devem sempre ser devidamente valorizados, pois foram necessários e sempre nos trarão bagagens que nos servirão mais à frente, no processo evolutivo da alma. Nada do que vivemos é desprovido de sentido e necessidade.


Para que o amor dê certo, o parceiro(a) deve ser respeitado como é, ninguém muda ninguém e quando alguém acredita que : "o meu amor irá muda-lo", deve verificar o quanto se está colocando o parceiro(a) a seu serviço e desrespeitado(a).

Importante lembrar que desejo é o impulso primário das relações interpessoais e o apego é o laço energético construído por cada vínculo. Não há como abster-se dos desejos, só por consciência intelectual, religiosa  ou ética, sem experimentar conflitos, depressão e até à doenças graves. Há sim como se fazer opções de vida plena, aliado à consciência de se ser responsável pelos os sentimentos que se cultiva. O caminho evolutivo e natural das coisas é transcender às paixões e desejos, conhecendo assim o verdadeiro Amor Integral , mas isto leva algum tempo, quem sabe vidas...

As relações conjugais servem ao crescimento pessoal e posteriormente à consciência de pertencimento a um Todo. A necessidade de estar com alguém pode até se acabar quando  encontramos, a nossa parte que se perdeu no inconsciente, as vezes precisamos de toda uma vida para este reencontro com nós mesmos. Isto é natural. Neste estado de espírito de solitude, devemos escolher a nós mesmos, para nos sentir unidos com o Todo e ai poder viver o verdadeiro Amor Integral, mas com já mencionei, isto pode levar um tempo... . Paciência e persistência...

Por um outro lado, muitas vezes não é o Amor que mantém um casal junto, em convivência diária e sim a dependência emocional, a necessidade de alguém para compartilhar, dormir sob o mesmo teto, constituir uma família, vivenciar experiências similares, resgatar culpas, experienciar o diferente, seja em momentos de paz, prazeres ou de conflitos, que muitas vezes são emaranhamentos e buracos do passado, mas independentemente de qualquer coisa, tudo isso gera crescimento e evolução e isto também é válido se poder com o tempo e consciência serem ressignificados e liberados.

Não existe nada de errado em se conectar a relações dessa natureza, são parte da vida, são instrutivas e servem à evolução quando nos permitimos também, ressignificá-las, conhecemos as fronteiras da paixão onde o sofrimento do recomeço é parte do processo, assim como o prazer de se sentir vivo, desejado(a) e apaixonado(a)!!!

Um antigo conhecimento xamânico nos alerta para não nos esquecermos de alimentar o animal interior que trazemos, porque, se não assim o fizermos, este animal poderá se tornar uma fera indomável e escapará de nosso domínio.

É interessante que aprendamos a vivenciar a paixão dosando sua capacidade de gerar entorpecimento e sofrimento, para não estragar o sabor. Tanto o excesso quanto a deficiência, dessa força telúrica, pode  produzir no fluxo energético desequilibrador nos chacras, que podem nos conduzir a enfermidades psicológicas e físicas.

Nós somos como um centauro, que da cintura para baixo tem um corpo de animal, susceptível as energia mais densas, a paixões e desejos,  e da cintura para cima é um ser Hominal / Divino, querendo a conexão com o conhecimento da Criação e da Evolução.




O caminho do meio leva à plenitude do Amor, que deve ser a LUZ DE NOSSAS VIDAS e  o verdadeiro amor liberta, deixa ir e continua amando integralmente e querer o bem do ser amado.


Para Complementar este texto sugiro a leitura e reflexão, sem preconceitos, desse belo e profundo texto abaixo:

 Quem é o seu Amante?
(Jorge Bucay - Psiquiatra e Psicoterapeuta)

" Muitas pessoas tem um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não têm, e as que tinham e perderam".

Geralmente, são essas últimas que vem ao
meu consultório,
para me contar que estão tristes ou
apresentam sintomas típicos de insônia,
apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.

Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.

Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente
perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:
"Depressão"!

Assim, após escutá-las atentamente,
eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um
AMANTE!!!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.

Há as que pensam:
"Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas"?!

Há também as que, chocadas e escandalizadas,
se despedem e não voltam nunca mais.

Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:

"AMANTE" é aquilo que nos "apaixona",
é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono. É também aquilo que, às vezes, nos
impede de dormir.

O nosso "AMANTE "
é aquilo que nos mantém distraídos
em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a
motivação da vida.
Esse nosso "AMANTE" não está necessariamente no outro de fora, está dentro de nós e ele nos
desperta aos nossos maiores sentimentos de amor próprio e às maiores
paixões e sensações incríveis.

Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política,
no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente,
na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do
passatempo predileto....

Enfim, é "alguém!"
ou "algo" que nos faz "namorar a vida"
e nos afasta do triste destino de "ir levando"!..

E o que é "ir levando"?

Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, afastar-se do que é gratificante,
observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra,
é se aborrecer com o calor ou com o frio,
com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje,
fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã*.

Por favor, não se contente com
"ir levando";
procure um amante,
seja também Um....

"PARA ESTAR SATISFEITA(O), ATIVA(O) E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ,
É PRECISO NAMORAR A VIDA"


Leonardo de Paiva

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